Carlos Lúcio Gontijo: MINHA BH INTERIOR

Pampulha, Praça 7, Afonso Pena e Pirulito
Tudo ali é rito de cativante fonte de prosa
Horizonte embebido em aragem de luz
Soa o sino da Igreja da Boa Viagem
Abraço floresce tal qual sina de semente
Cultivada no regaço do Parque Municipal
O bate-papo termina no chope de um bar
Balcão de boteco se transforma em beira-mar
Toda Belo Horizonte cheira a Mercado Central
Mineiro é sinônimo de encontro marcado
Ressabiado como se meeiro de algum ouro fosse
Nunca se perde nem anda a esmo
Tem a si mesmo como provinciana capital
Tece arte e canta no ‘clube da esquina’ do amor
Por isso percebe em BH o seu próprio interior!
Carlos Lúcio Gontijo
NOTA: No ano de 2013, quando Belo Horizonte fez 116 anos, o poema MINHA BH INTERIOR foi usado na comemoração pela Associação de Agências de Viagem (ABAV–MG), fato que muito auxiliou em sua divulgação. O estabelecimento comercial “Espeto e Prosa”, em BH, também o estampa em um grande painel permanente, no qual se acham expostas muitas fotos antigas da capital mineira. Em 2014, quando Belo Horizonte, no dia 12 de dezembro, comemorou 117 anos, o radialista José Lino Souza Barros (programa “Rádio Vivo” da Rádio Itatiaia) lançou mão do poema MINHA BH INTERIOR, para homenagear a capital de todos os mineiros.