A Filosofia e a organização social e política

A emancipação do pensamento humano marca a diferença entre a ilusão e a realidade

Por Yull Taymaa via The Connect

O modo de pensar e de conhecer o mundo que deu início à Filosofia, na Grécia Antiga, em meados do século VI, aC, resultou da organização social e política, a Pólis,( palavra grega que significa Cidade).

Na Pólis, os cidadãos (políticos), isto é, os homens nascidos na cidade, livres e iguais, são portadores de dois direitos inquestionáveis: a isonomia (igualdade perante a lei) e a isegoria, (o direito de expor e discutir em público, opiniões sobre as ações que a Cidade deve ou não realizar).

Diante desta organização política, com os cidadãos em pé de igualdade, portadores do direito de tomar, vence quem sabe convencer.

No saber do conhecimento está o Lógos (palavra), que requer o uso do raciocínio e a coerência das idéias.

Todo esse processo é fundamental para o desenvolvimento do pensamento humano. Entre os questionamentos a respeito da humanidade está a pergunta pelo que de fato a caracteriza.

A emancipação do pensamento humano marca a diferença da ilusão e a realidade. Há porém, uma imprecisão quanto o momento que ocorreu o despertar do pensamento. Embora a humanidade se envolva na busca e na descoberta do conhecimento, é o próprio caráter especulativo e investigativo, que acompanha o saber humano.

Os dizeres associados à Filosofia são muitos. A Filosofia como modo de pensar busca uma lei universal acima de todas as coisas e, por isso se firma como amor à sabedoria, ao conhecimento e à verdade. Especificamente, a linguagem expressa o pensamento. Na Filosofia, é a forma como ele se traduz em conhecimento.

A oscilação de como o pensamento se traduz em conhecimento, expressa-se de diferentes formas – do senso comum, da religião, da ciência e da filosofia. A linguagem, quando isolada, perde sua força e fica inderteminada. Nesta mescla de linguagem, o discurso racional e as palavras, a Filosofia convive com dois entendimentos sobre a origem do conhecimento.

De um lado os filósofos que afirmam que o conhecimento é inato, sendo a razão a fonte da verdade (racionalismo); e de outro lado, is filósofos que afirmam que o conhecimento é fruto de experiência através dos sentidos, ditando a razão das idéias(empirismo). Voltada para o conhecimento a Filosofia pensa o Lógos e o não dito. O pensamento que primariamente é não dito é o mesmo que é expresso pelo Lógos.

Heráclito de Éfeso (540-470 A/C)” foi o primeiro que deu sentido todo especial ao Lógos na filosofia grega, chamando-o de lei universal e fixa, que rege todos acontecimentos e é fundamental da harmonia feita de tensões: pois uma só é a (coisa) sábia, possuir o conhecimento que tudo dirige através de tudo.

A Filosofia, portanto, fixa-se como portadora desta capacidade que rege conhecimento, pensamentos e palavras. Desse modo, , a Filosofia instaura um saber no qual a lei que impera sobre o pensamento humano é o equilíbrio entre discursos e ações, presumindo e salvaguardo is direitos humanos daquilo que deve ou não realizar em prol da organização da sociedade.